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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

DADORES DE MEDULA ÓSSEA

 

Infelizmente ainda hoje permanecem alguns mitos acerca do transplante de medula óssea. O objectivo deste post é, por um lado, desmistificá-los e, por outro, sensibilizar a população para a importância da contribuição que pode dar, tornando-se dador de medula óssea.

 

 Começemos com algumas confusões e mitos:

- a medula espinhal e a medula óssea são órgãos diferentes. A medula espinhal localiza-se no centro da coluna vertebral (no interior do canal raquidiano) e é responsável, através da condução de impulsos nervosos, pela nossa capacidade motora. Quando lesionada (por exemplo em acidentes de viação) origina paralisias dos membros (paraplegia e tetraplegia).

 

 

A medula óssea, pelo contrário, localiza-se no interior dos ossos, e é responsável pela produção das células tronco que se diferenciam em células sanguíneas (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas). É este medula que pode doar!

 

 

- um dos mais comuns receios, que acaba por inibir as pessoas de se inscreverem neste banco, é a ideia errada de que esta doação implica uma dolorosa obtenção da medula óssea do dador; na verdade, o indivíduo pode escolher qual o procedimento de obtenção da medula (ver mais abaixo)

- tal como o sangue, a medula pode ser doada várias vezes pelo mesmo dador, devido à sua capacidade de auto-regeneração

- uma vez inscrito no banco de dadores, o indivíduo é quem tem sempre a última palavra, tendo de assinar um termo de consentimento informado se decidir ir para a frente com o procedimento

 

 

O que é, então, necessário para se tornar num potencial dador de medula óssea?

Todas as pessoas saudáveis que tenham entre 18 e 45 anos podem inscrever-se pela primeira vez como voluntários para a dádiva de medula óssea. Eu já estou inscrita e posso garantir que o procedimento é fácil e relativamente rápido: basta preencher o inquérito clínico num dos centros de histocompatibilidade. Este será analisado por um médico que decide se a pessoa tem condições ou não para ser dadora de medula óssea. Também se pode preencher este mesmo inquérito antecipadamente e enviá-lo por correio para o centro, aguardando uma resposta. O inquérito pode ser imprimido em: http://www.chsul.pt/cedace.zip .

 

 

Depois é então colhida uma pequena amostra de sangue (10 ml) para análises, tanto para despite de eventuais doenças do potencial dador, como para identificação e registo do tipo HLA do mesmo (para fins de compatibilidade com eventuais doentes que necessitem de transplantação).

A pessoa fica assim registada no banco de dadores de medula óssea e se, eventualmente, surgir um paciente a necessitar de transplante, com elevado grau de compatibilidade, a pessoa é informada. A qualquer altura pode escolher continuar ou desistir. E pode também nunca ser chamada para doar medula.

  

A colheita de medula óssea poderá ser feita de duas formas diferentes, é o dador que escolhe o procedimento:
- Por uma técnica chamada citaferése, na qual é possível colher as células a partir de veias periféricas no braço, num proce
sso rápido e simples. O sangue retirado da veia do dador passa através de um aparelho que remove apenas as células necessárias para o transplante, devolvendo as restantes.

 

 

- Na outra forma a colheita é feita no bloco operatório, sob anestesia, por punção dos ossos da bacia. Neste caso é necessário um pequeno internamento de cerca de 24 horas. Não tem riscos para além da pequena anestesia a que é sujeito.

 

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade das medulas entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Em situações mais graves pode mesmo desenvolver-se doença do enxerto contra o hospedeiro. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6.

 

 

Actualmente a transplantação de medula óssea é uma prática corrente mas só cerca de 25% dos doentes têm um dador familiar compatível. Os restantes 75% que têm de recorrer a dadores não aparentados, daí a importância deste banco de dadores de medula óssea. A transplantação de medula óssea com dadores não aparentados aumentou grandemente a taxa de sobrevivência. Hoje em dia, aproximadamente 80% de todos os doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível. Esta percentagem subiu significativamente (em 1991 era 41%) depois do esforço que foi feito mundialmente no recrutamento de dadores.

 

 

Lembre-se que você pode um dia necessitar e decida-se a ajudar. Aqui ficam os vários Centros de Histocompatibilidade aos quais se pode recorrer ou então optar pelos regulares peditórios nacionais que decorrem de tempos a tempos:

 

CEDACE, Registo Português de Dadores de Medula Óssea
Hospital Pulido Valente
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA

Tel. 21 750 41 00
Fax. 21 750 41 41

 

Centro de Histocompatibilidade do Centro

Pcta Prof. Mota Pinto - Edf.São Jerónimo, 4º Apartado 9041

3001-301 Coimbra

 Tel: 239480700/719

 


Centro de Histocompatibilidade do Norte

R.Roberto Frias - Pavilhão Maria Fernanda

4200-467 Porto

Tel. 22 51 9102 ou 22 557 3470

 

 

publicado por Dreamfinder às 14:27

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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

A MAIS BELA DAS CIDADES

"Pensa que o tempo é uma casa e que, infelizmente, aos que não têm saúde só resta uma cabana. Mas se cada um de nós, donos de mansões, lhe dermos um tijolo, o mundo poderá ser a mais bela das cidades."

Maria Rosário Pedreira

publicado por Dreamfinder às 22:41

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Sábado, 14 de Abril de 2007

A EMERGÊNCIA MÉDICA

Ontem estive na primeira aula do módulo de Suporte Básico da Vida, integrante da disciplina de Introdução à Medicina. É impressionante como uma intervenção rápida poderia evitar muitas das mortes por paragem cardiorrespiratória.

O CODU – Centro Operacional de Doentes Urgentes – é onde estão as pessoas que nos respondem quando recorremos ao número nacional de emergência médica: 112. Este número e este centro operacional, através da triagem que operam e do accionamento de meios para o local, salvam vidas. No entanto e infelizmente, nem sempre é devidamente utilizado pelas pessoas, que a ele recorrem por situações banais como dores de dentes ou unhas encravadas, quando a linha se destina exactamente a situações de perigo de vida.

 

O operador, poupando o máximo de tempo possível e, muitas vezes, acalmando mesmo o seu interlocutor (a quem as perguntas parecem uma insignificante perda de tempo), vai fazendo perguntas que se revelam importantes para a triagem e consequente percepção dos meios necessários de assistência em cada caso: “O que é que se passa?”, “Qual a idade do doente?”, “O doente está consciente?”, “Ele sofre de alguma doença?”, “Qual o local da ocorrência?” … Na realidade, estes 30 segundos de inquérito revelam-se importantíssimos na gestão de recursos e num adequado envio de meios em cada situação. Estes critérios permitem também, quando ocorrem emergências simultâneas e em locais semelhantes, seleccionar o tipo de assistência ou, até mesmo, quando apenas é possível assistir uma das vítimas, “escolher” aquela que aparentemente terá maior probabilidade de sobreviver, tendo em conta o estado descrito pelo interlocutor.

 

“Em Medicina e em emergência, apesar de todas as vidas terem o mesmo valor, precisamos de saber qual a situação mais grave em cada momento.”

Dr. Nelson Pereira (director Emergência Médica)

 

Nem sempre é fácil o estabelecimento desta relação operador-interlocutor. Na verdade, a aflição e o desespero, numa situação de emergência, podem bloquear o contactante, ao mesmo tempo que a necessidade de respostas imediatas dificultam a vida ao operador do CODU.

 

“A nossa função aqui é salvar a vida o mais rapidamente possível, mesmo tendo de lutar contra a ignorância e falta de cooperação do contactante. Muitas vidas são perdidas precisamente porque as pessoas não colaboram.”

Rita Marques (operadora de atendimento)

 

É neste sentido que me parece importante uma maior sensibilização da população em geral. Aliás, a formação seria uma aposta que salvaria muitas vidas. Por exemplo, deveriam ser divulgados cursos gratuitos de formação em Suporte Básico da Vida, que se pode revelar vital para um indivíduo em paragem cardiorrespiratória.

Há toda uma cadeia de sobrevivência que é importante ser mantida e, que, na ausência de uma formação mais generalizada, vai continuar a ser quebrada e a provocar mortes. Por muito eficiente que seja o serviço nacional de emergência, quando se trata de uma pessoa em paragem cardiorrespiratória, os primeiros momentos são determinantes e a execução de manobras de SBV, antes da chegada da assistência especializada, poderiam salvar mais uma vida.

 

“As pessoas deviam saber como se faz uma reanimação e

de como esse gesto simples pode salvar uma vida.”

Rita Marques

 

Inicialmente, a pessoa que vai socorrer a vítima deve ver se tem condições de segurança e só depois se pode aproximar. Se possível, deve também tentar perceber o que se passou, para poder ter um cuidado particular com a mobilidade da vítima se supuser ser um caso de trauma. Depois, abanando ligeiramente o acidentado, vê o seu estado de consciência. Se estiver inconsciente é importante que se grite por ajuda, pois se alguém aparecer as manobras serão mais fáceis de executar. Depois colocando uma mão na testa do doente e com a outra levantando o maxilar inferior, devemos proceder à abertura da via respiratória e aproximar a nossa face para ver os movimentos torácicos, ouvir e sentir a respiração, tal como o pulso carotídeo, para confirmar se há paragem cardiorrespiratória.

 

Caso se confirme, devemos ligar imediatamente para o 112 e responder adequadamente às questões colocadas, informando que vamos prosseguir com as manobras de SBV. Depois alterna-se a massagem cardíaca com a ventilação.

Por cada 30 compressões, procedem-se a 2 insuflações. As compressões permitem a manutenção de algum fluxo sanguíneo, para substituir o papel do coração no bombeamento sanguíneo; a ventilação procura compensar a paragem respiratória.

 

 

“Valeu à vítima o suporte básico de vida precoce, aquando

 da paragem cardiorrespiratória, o que permitiu haver

um grau de oxigenação cerebral e mesmo miocárdica.”

Dr. Nelson Pereira

 

Só se interrompem as manobras de SBV se estivermos exaustos, o doente manifestar qualquer sinal vital ou chegar a ajuda especializada. Se o doente recuperar o pulso mas não respirar, devem proceder-se a 10 insuflações com intervalos de 5 segundos, se recuperar o pulso e a respiração, mas continuar inconsciente, deve ser colocado na posição lateral de segurança.

 

 

O Suporte Avançado de Vida é levado a cabo pela assistência especializada.

Existem ainda alguns casos particulares, como o de politraumatizados em que não deve ser feita a extensão do maxilar inferior aquando da ventilação e em que o indivíduo também não deve ser colocado em posição lateral de segurança, tentando-se manter o máximo possível a imobilidade da sua coluna cervical. No caso de se tratar de uma mulher grávida (particularmente no último trimestre de gravidez), deve ser colocado um calço no lado direito, por debaixo da sua anca, durante a execução das manobras de SBV.

 

 

Por fim, no caso de se tratar de uma criança ou de um afogado e, porque, em ambos é grande a probabilidade de a paragem ser de origem respiratória e não cardíaca, antes de se ligar para o 112 devem levar-se a cabo 5 insuflações e 4 ciclos de 30 compressões/2 ventilações.

Quando se liga para o 112, a chamada é inicialmente atendida por um centro da polícia e, só em situações de saúde, a chamada é rapidamente reenviada para o CODU. A linha está continuamente disponível e, neste momento, tem uma cobertura de 100% em Portugal Continental.

Tendo o operador feito a ficha da vítima com base na informação do contactante, há um médico regulador que tem de decidir a necessidade ou não de enviar meios e o tipo dos mesmos.

 

 

Em certas situações um aconselhamento é suficiente; noutras, os equipamentos têm de ser enviados, consoante as necessidades da vítima e a disponibilidade dos mesmos. No final, é o operador de accionamento que dá “luz verde” aos meios disponíveis e mais próximos da vítima para que sejam activados para o local da ocorrência. As equipas que se dirigem para o local, e que incluem TAE, médicos e enfermeiros, são previamente avisadas pelo CODU e é-lhes fornecida toda a informação necessária: estado de saúde da vítima, local e pontos de referência.

 

 

Entre os meios disponíveis do Instituto Nacional de Emergência Médica incluem-se a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), tripulada por um médico e enfermeiro, que contém material capaz de simular, em terreno, uma sala de ressuscitação.

                           

É accionada em situações de perigo iminente. Além desta, existem motas tripulada por um TAE – Tripulante de Ambulância de Emergência -, que possuem um desfibrilhador e que permitem perfurar mais rapidamente o trânsito; helicópteros (existe um em Lisboa e outro no Porto) que permitem fazer chegar ao local uma equipa médica; ambulâncias que são tripuladas por TAEs e são accionadas nas situações em que não existe compromisso das funções vitais.

“Uma situação de emergência não é só tratar o doente,

há toda uma questão de logística, tão simples como

tirar a vítima de casa e levá-la até à ambulância.”

Dr. Nelson Pereira

 

Assim, é importante uma maior sensibilização das pessoas para a importância do número nacional de emergência e casos em que deve ser utilizado, tal como para a importância da colaboração da pessoa que relata a ocorrência com o operador de CODU. Ao mesmo tempo, seria fundamental um maior investimento na formação da população em manobras de SBV que poderiam evitar mortes desnecessárias e, assim, realçar a palavra de ordem: prevenção.

“O processo de emergência começa quando as pessoas o identificam

 uma situação de potencial gravidade, até ao momento em que as

vítimas entram no hospital. O nosso trabalho termina e aí começa

 a fase hospitalar de diagnóstico e tratamento do doente.”

Dr. Nelson Pereira

 

publicado por Dreamfinder às 23:19

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Terça-feira, 27 de Março de 2007

O MENINO INOCENTE

“João”, um menino com cinco anos que a Comissão de Protecção de Menores retirou à mãe, baseando a decisão na violência do “João” na escola, negada pela família, e internou-o num Lar.

No dia crucial, terá atacado com uma tesoura uma funcionária do jardim-de-infância onde anda desde os cinco meses. À tarde, quando a mãe o ia buscar, tinha dois polícias e uma técnica da Comissão de Protecção de Crianças à espera, simplesmente lhe disseram que o menino não estava bem e que não ia voltar para casa. A mãe com apenas 22 anos, explodiu afirmando que lhe estavam a raptar o filho.

O “João”, apenas com cinco anos viu-se levado pelas traseiras do edifício, onde um carro o esperava, sem nunca se cruzar com a família como se fosse um criminoso.

No documento da decisão do tribunal de menores, refere-se que o menino dizia “quero sangue”, “quero morrer” ou “vou partir um braço”; no mesmo nunca são referidos maus-tratos ou comportamento negligente por parte da família. Afirmando ainda que a mãe desvalorizava o comportamento do filho e só com muita relutância lhe dava a medicamentação receitada pelo pedopsiquiatra porque, segundo ela, o deixava “murcho”.

A mãe admite que o filho tem problemas, afirmou que o levou à psicóloga e quer tratá-lo, pois não é má mãe. Teve o filho, com apenas 17 anos; o pai esteve preso e saiu da prisão há um ano e não o visita com frequência.

A Comissão de Menores acha que houve motivos para a retirada de “urgência” da criança sem consentimento dos pais. Mas afinal o “João” desde o internamento demonstra um comportamento normal e não foram relatados actos de violência ou conversas, como terá acontecido no jardim-de-infância do bairro onde mora. Será, que não seria mais razoável terem chegado a um acordo com os pais, não teria sido melhor para todos, para o “João” principalmente!

Para mim, o mais importante deve ser o garoto; o menino que numa visita que a mãe lhe fez ao Lar perguntou-lhe “Também vou ter pais novos?” E a revolta da separação não será um trauma no futuro desta criança? Não será que a emenda é pior do que o soneto?

É isto que se quer para as nossas crianças? Será que não se pode encontrar uma solução para ajudar uma mãe e um filho sem ter de os separar ou de pôr uma criança com medicamentos tão fortes que o deixa no seu dia-a-dia “murcho”. E tenho dito…

 

 

publicado por Dreamfinder às 23:13

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Terça-feira, 13 de Março de 2007

A CURA PELA MÚSICA

A música exerce efeitos incríveis sobre o ser humano influenciando o seu desenvolvimento psicomotor.

Esta arte de combinar sons pode ser utilizada para ajudar na educação de mentalidades, na cura de doenças, no relaxamento e em muitas outras vertentes. Conforme o tipo e a qualidade da música, criam-se efeitos positivos ou negativos no ser humano, a música pode levar a um equilibrio psicologico que antes não existia.

Proporcionar a “cura” das emoções, utilizando a música como terapêutica, obtém-se resultados positivos, quanto menor a auto-estima na pessoa, mais difícil é conseguir levantá-la. Perguntar a um indivíduo qual a música favorita e tentar descobrir os sentimentos que lhe provocam, porque ouvir música e não pensar em mais nada, senti-la e deixar-se ir pode resolver muitos casos problemáticos em várias idades. Muitos casos com realidades diferentes, tanto em experiências como em idade, mas gente com algo em comum: um sentimento muito grande de revolta, o abandono, a solidão, a rejeição, a necessidade de afirmação e reconhecimento, podem aproximar-se graças à música.

Utilizar áreas diversas no acompanhamento da principal “a música”, como a dança, o teatro, a pintura, etc… como instrumentos de relaxamento, aproximação entre grupos, auto-conhecimento, auto-observação sobre si próprios, integração e, consequentemente, cura das emoções. A música tem de ser escolhida cuidadosamente, utilizando vários ritmos e estilos, permitindo a expressão plena de todo o tipo de sensações.

A utilização da música como um meio para integração e cura interior de autistas; relaxa e tranquiliza as crianças e a influência fisiológica e psicológica do som no cérebro traz inúmeros benefícios à criança, podendo ser utilizada como integração da mesma no meio.

A utilização da música, como cura emocional e meio de integração para os invisuais é de extrema ajuda porque proporciona ao mesmo a expressão das suas emoções através da música, dança, teatro, etc…

"Ouvir era um segredo. Ela ouvia muitas coisas, algumas impossíveis. 
Por exemplo, bastava-lhe olhar a pauta para ouvir a música lá escrita.
Como se dentro dela alguém tocasse. Às vezes ela saía, caminhava na
 rua, tocando apenas mentalmente, para não se deixar interromper. 
Só quando chovia ela se abrigava debaixo de uma varanda 
ou no varão de uma porta, parava mentalmente de tocar 
e fechava o piano."
Teolinda Gersão in Os Teclados

A música pode também ser usada na cura de pessoas com incapacidade parcial ou total da audição pode parecer impossível, mas os surdos são capazes de sentir vibrações musicais e de perceber a intensidade do som. A actividade para o som é completamente distinta em pacientes com experiência auditiva prévia, em pacientes com surdez parcial e nos surdos de nascimento. De qualquer maneira, para eles, interessa-lhes mais o ritmo e menos a melodia. Servem-se de outros sistemas capazes de ajudar a perceber o som: sistemas de percepção interna, táctil e visual. Para isso é importante que o piso da sala onde se acompanha estas pessoas, seja de madeira para que se possam sentir as vibrações.

A adolescência é uma etapa da vida marcada por uma porção de transformações: no corpo, nos sentimentos e nas relações com os outros. É um tempo de conhecimento, descoberta e experimentação. Todo o crescimento que acontece nessa fase tem um objectivo importante, o amadurecimento físico e emocional. A música como terapia de grupo utilizando a expressão corporal pode ajudar os jovens a viverem esta etapa com menos dúvidas, permitindo um crescimento saudável e feliz.

Os portadores de deficiência física, em comparação com a maioria das pessoas, apresentam significativas diferenças físicas, sensoriais ou intelectuais, decorrentes de factores inatos e/ou adquiridos, de carácter permanente e que acarretam dificuldades na sua integração e interacção com o meio físico e social. Dizer que um indivíduo tem uma deficiência não implica, portanto, que ele tenha uma doença, nem que tenha de ser encarado como doente. A música no relacionamento dessas pessoas com a sociedade em geral pode levar mais facilmente à aceitação da deficiência.

 “A boa música nunca se engana, e vai direita, 
buscar ao fundo da alma o desgosto que nunca devora.”

Sthendal

publicado por Dreamfinder às 22:16

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